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Debate em Belém reforça a importância do saneamento básico como legado na cidade
Plenária reuniu dezenas de participantes para discutir sobre ações prioritárias para serem realizadas após a COP 30.
Dados do Instituto Trata Brasil apontam que mais de 34 milhões de pessoas não têm acesso à água potável e mais de 90,3 milhões de pessoas não contam com coleta de esgoto no país. O compromisso com a universalização do saneamento é apontado como um importante legado que deve ser encarado pelo poder público e sociedade civil durante e após a COP 30, realizada no próximo mês de novembro, em Belém (PA).
O assunto ganhou destaque na plenária de encerramento do III Fórum Varanda da Amazônia, realizado na capital do Pará, e contou com a participação de especialistas, executivos e lideranças para discutir o futuro da Amazônia, aproveitando o ano de COP-30 e os 5 anos do Novo Marco Legal do Saneamento Básico, que possui metas como o acesso de 99% da população à água potável e de 90% ao esgotamento sanitário até 2033.
O evento, realizado em Belém, nos dias 7 e 8 deste mês, foi idealizado e realizado pela cantora Fafá de Belém e reuniu mais de 50 painelistas entre especialistas, artistas, pensadores e lideranças em um fórum no Teatro Maria Silvya Nunes, em Belém, para discutir temas relevantes para o futuro da região amazônica e do planeta.
Com o tema “Belém e Amazônia Pós-COP 30: Como transformar Visibilidade em Ação?”, a plenária de encerramento foi mediada pela jornalista Cristina Serra, que reforçou a necessidade de discutir o legado da COP 30 para o Brasil e o que deve ser feito após o evento. “O Brasil ousou muito ao se oferecer para sediar esse encontro. O país atravessa uma histórica injustiça social e toda discussão, como a que temos hoje, precisa levar esses pontos em consideração”, declarou.
Legado exige engajamento
Os palestrantes defenderam que o legado da COP 30 depende do engajamento da sociedade e pode público, além das obras e investimentos na região. O diretor-presidente da Águas do Pará, André Facó, foi um dos participantes e ressaltou a urgência na mobilizar da população. “Espero que com a COP 30, realizada em Belém, a gente perceba que que é necessária uma cooperação entre todos que fazem parte da Amazônia”, destacou.
Facó também reforçou que a COP 30 pode dar visibilidade a temática do saneamento, que ainda é uma problemática no país, em áreas marcadas pela vulnerabilidade social. O executivo destacou a atuação da empresa, que iniciou as atividades no estado em setembro, e já possui bons cases de sucesso. Como na Comunidade da Vila da Barca, em Belém. “Nós finalizamos recentemente as obras para o fornecimento de água potável para essa população. Isto é um exemplo que nós, enquanto empresa, temos que saber como atuar com a prestação de serviços que terão impacto positivo no futuro da população”, completou.
Responsabilidade contra impactos ambientais
O Secretário Executivo do Consórcio Amazônia Legal, Marcelo Britto, alertou que os investimentos feitos na capital paraense só serão duradouros se a sociedade assumir sua parcela de responsabilidade. “Não adianta você construir, deixar a infraestrutura logística, se você não tiver o poder da mudança de mentalidade. O legado da COP para Belém precisa ser transformado em algo benéfico para o próprio bem-estar”, afirma.
Sobre a Águas do Pará
A Águas do Pará será responsável pelos serviços de água e esgoto em 126 cidades do estado, com atuação na Região Metropolitana de Belém – incluindo a Capital -, Marajó, Nordeste, Sudeste, Sudoeste e Baixo Amazonas. Estão previstos mais de R$ 18,7 bilhões em investimentos durante os 40 anos de contrato – o maior investimento da história do saneamento na Amazônia Legal. Em Belém, Ananindeua e Marituba, a operação definitiva foi antecipada e iniciou-se em 1º de setembro.
Em agosto, a Aegea – referência em saneamento privado no Brasil e controladora da Águas do Pará – venceu a concessão plena dos serviços públicos de abastecimento de água potável e esgotamento sanitário em 27 municípios do Pará, beneficiando mais de 800 mil pessoas nas das regiões Sudoeste e Baixo Amazonas, incluindo as cidades de Santarém e Altamira. A empresa aguarda, agora, a assinatura do contrato.
Fonte: Assessoria Águas do Pará








