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Xingu terá primeira aparição pública durante programação de férias no BioParque Vale Amazônia

Nesta sexta-feira (17), sábado (18) e domingo (19/7), o BioParque Vale Amazônia, em Carajás, terá programação especial de férias, com uma agenda voltada à diversão, ao aprendizado e ao contato com a biodiversidade amazônica. O roteiro inclui oficina de biojoias e bomba de sementes, confecção e pintura de máscaras, personalização de ecobags, jogos educativos e apresentação cultural de capoeira, entre outras atividades infantis. O destaque será no domingo, quando deve ocorrer a primeira aparição pública de Xingu, filhote de onça-pintada que nasceu no BioParque e completou seis meses.
“O nascimento de Xingu foi mais um marco para a conservação da espécie. Aqui no BioParque é feito trabalho contínuo para garantir bem-estar físico e comportamental às espécies com condições adequadas para a sua reprodução e desenvolvimento. Agora ele chegou numa idade de aprendizados com a mãe. A ampliação do espaço permite que ele explore mais o ambiente e aprenda com a mãe etapas importantes. Aos seis meses, ele está agora em adaptação ao recinto maior, em um processo gradual de crescimento e aprendizagem”, explica Nereston de Camargo, veterinário do BioParque Vale Amazônia.
Xingu é o sétimo filhote de onça-pintada nascido no BioParque nos últimos 12 anos e o terceiro com genética do cerrado. Filho de Marília e Zezé, ele vive uma fase de descobertas: aprende a nadar, escalar, correr e afiar as unhas nos troncos, sempre sob acompanhamento da mãe e da equipe técnica. A adaptação ao espaço maior ocorre aos poucos, em horários determinados, respeitando o comportamento do animal.
A mãe de Xingu, Marília, foi resgatada de cativeiro ilegal. Já Zezé nasceu em uma instituição em Goiás e descende de animais também retirados de situação irregular. Por terem vivido sob influência humana, eles não podem retornar à natureza, situação comum em casos de apreensão de fauna silvestre. Hoje, o casal e o filhote integram o plantel do parque e ajudam a sensibilizar o público sobre o tráfico de animais e a importância da conservação da espécie.
Ao longo de quase 41 anos de história, o BioParque Vale Amazônia consolidou-se como um dos principais centros de pesquisa, conservação e educação sobre a fauna silvestre no Brasil. O espaço já registrou nascimentos de diversas espécies ameaçadas de extinção, como ararajuba, arara-azul, jacupiranga, mutum-de-penacho, gavião-real, onça-pintada, onça-parda, queixada, caititu, guariba-de-mãos-ruivas e anta.
Além dos 29 recintos de felinos, primatas, répteis e aves, que reproduzem o ambiente natural conforme as características e comportamentos dos animais, o BioParque conta com atrações como a sala de coleção entomológica, com 1.100 exemplares de insetos da floresta; o formigueiro, que mostra ao visitante como funciona o trabalho das formigas embaixo da terra; e o viveiro de imersão, que permite uma vivência no mesmo ambiente de diversas espécies de aves.
O BioParque é administrado e mantido de forma voluntária pela Vale, como parte das ações de sustentabilidade da empresa. O espaço funciona de terça a domingo, das 9h às 16h, e fica dentro da Floresta Nacional de Carajás, unidade de conservação ambiental gerida pelo ICMBio. O acesso é autorizado pelo órgão e pode ser solicitado na portaria da Flona ou pelo link https://flonacarajas.com.br/.
Fonte: Relacionamento com a Imprensa Regional Vale
Por: Lucas Muribeca
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guaranyjr

Guarany Jr - Prof. de Graduação e Pós de Marketing, Jornalismo e Propaganda, Jornalista, Comentarista, Consultor, Administrador, Palestrante - Belém - Pará - Brasil.

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