Amazonas recebe ‘Jogos Indígenas do Xingu – rituais pela vida ancestral’ de Alexandre Baena
O universo peculiar e ancestral dos povos indígenas da região do Xingu, através dos jogos esportivos, apresentações culturais e dos rituais de uma linhagem milenar, a exposição Jogos Indígenas do Xingu – rituais pela vida ancestral’, é um mergulho criativo no trabalho do fotógrafo, cineasta e documentarista paraense, Alexandre Baena, que também assina a curadoria. A mostra fotográfica tem abertura em Manaus, no dia 04 de agosto de 2026, às 18h, no Centro Cultural dos Povos da Amazônia (CCPA).
O Centro Cultural dos Povos da Amazônia (CCPA), que recebe a exposição ‘Jogos Indígenas do Xingu – rituais pela vida ancestral’, é um espaço que objetiva valorizar, fomentar e disseminar as informações sobre os países da Amazônia Continental, formada por Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname, Venezuela e a Guiana Francesa. Um local que acolhe as expressões artísticas e científicas, preservando e divulgando a diversidade social e artística de comunidades indígenas, ribeirinhas, quilombolas e caboclas, atuando como um espaço vivo de resistência, saberes e tradições.
A exposição ‘Jogos Indígenas do Xingu – rituais pela vida ancestral’, é um projeto inédito que vai além das fronteiras paraenses, divulgando e levando as imagens de um evento que cria um elo entre cultura, esporte e turismo. A Região do Médio Xingu no Pará, que tem como centro a cidade de Altamira, território este de latente força ancestral que reuniu durante quatro dias na arena da orla do cais, de 17 a 20 de julho de 2025, às margens do rio Xingu as etnias: Arara, Xipaya, Kuruaya, Asurini, Xikrin do Trincheira Bacajá, Kayapó do Kararaô, Parakanã, Araweté e Juruna, e como povos convidados os Gavião Kyikatejê, Krimei Xikrin (do Rio Cateté) e Kayapó Mebêngôkre (da Terra Indígena Kayapó), em uma potente ritualística ancestral para celebrar a vida dos povos indígenas do Brasil reunindo sua arte, sua música, seus esportes, seus saberes e fazeres, tradições seculares.
As modalidades esportivas destacaram a força física, as habilidade individuais e coletivas pautadas pela cultura ancestral. Os representantes de cada etnia participaram de provas de arco e flecha, arremesso de lança, corrida de bastão, cabo de força, tiro ao alvo e corrida livre de 100 metros, nas categorias masculino e feminino, além da canoagem, futebol e natação.
Baena nos revela que foi uma jornada notável de conexão com as apresentações culturais e com as disputas carregadas de energia e, principalmente, com a identidade da raiz do povo brasileiro. “A maioria das atividades foram noturnas, e o trabalho técnico para realçar a luminosidade que destaca minhas telas, foi um desafio interessante, o contraste entre a baixa velocidade de captura da imagem e a energia que ditava uma dinâmica frenética na frente de minhas lentes, produzindo verdadeiras pinturas, que são documentos impressionantes do que foi vivido na arena montada em Altamira, às margens do Xingu, e que contou com a participação de mais de 900 atletas de 14 etnias”.
A exposição fotográfica tem o objetivo de reforçar a identidade dos povos que participam, salvaguardando a tradição apresentada, divulgando o evento esportivo e fazendo o referenciamento geográfico para o turismo na região. “Os jogos indígenas do Xingu são uma parte importante da cultura do Estado do Pará e são realizados durante festivais e celebrações tradicionais, promovendo a integração social, a cooperação e a competitividade saudável entre as comunidades indígenas, exercendo um papel fundamental para as crianças, jovens, adultos e idosos, independente do gênero”, destaca o artista.
Itinerância – Os projetos de itinerância que destacam a cultura paraense do fotógrafo Alexandre Baena, em 2026, completam 41 exposições ao redor do Brasil. “Já levamos a Marujada de Bragança, o Festribal de Juruti, o Círio de Nossa Senhora de Nazaré, o Sairé de Santarém, pelas cinco regiões brasileiras, a exposição Juruti – Terra Munduruku e Muirapinima, foi apresentada na Green Zone, como parte das atividades culturais da 30ª Conferência das Partes, reunião anual das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que aconteceu em Belém do Pará de 10 a 21 de novembro de 2025, a Cop30, com as agremiações Munduruku e Muirapinima. Agora, estamos na estrada novamente, com os Jogos Indígenas do Xingu, e com a continuidade em circuito nacional da exposição do Sairé, e isso é algo maior que o reconhecimento de uma trajetória profissional e artística, pois ainda há muito o que fazer, mas como sempre tenho dito, as pontes que criamos, os abraços que trocamos e a cultura que levamos na linha de frente de cada itinerância é o que mais abre portas para essa jornada incrível, a acolhida sempre com muito carinho na descoberta de particularidades tão fortes de um Brasil continental e que é gigante e que merece ser redescoberto, com uma narrativa própria e em espaços de valorização da arte e da cultura”, ressalta o fotógrafo.
A exposição ‘Jogos Indígenas do Xingu – rituais pela vida ancestral’, que iniciou sua itinerância em Curitiba no Paraná (Museu de Arte Indígena MAI), na sequência Brasília-DF (Senado Federal), São Paulo (Biblioteca Mário de Andrade (BMA), Pernambuco (Centro Cultural Cais do Sertão), chegando agora no Amazonas (Centro Cultural dos Povos da Amazônia – CCPA), na sequência Belém do Pará (Galeria Fidanza – Museu de Arte Sacra), com finalização no município de Altamira, A exposição tem o patrocínio da Prefeitura de Altamira, Governo do Estado do Pará, através do Banpará, Secretaria de Estado de Cultura (Secult), Secretaria de Estado de Turismo (Setur), Governo Federal através do Ministério da Cultura. Com apoio da Federação dos Povos Indígenas do Pará (Fepipa), e realização da MAB Comunicação. A exposição fica até o dia 04 de setembro para visitação pública Centro Cultural dos Povos da Amazônia (CCPA).
Serviço:
Exposição: Jogos Indígenas do Xingu – rituais pela vida ancestral’
Artista: Alexandre Baena
Técnica: fotografias
Abertura: 04 de agosto de 2026
Hora: 18h – abertura
Local: Centro Cultural dos Povos da Amazônia (CCPA)
Avenida Silves, 2.222 – Distrito Industrial I (antiga Bola da Suframa) – Manaus/AM
Fonte: Assessoria
Por: Bernadete Barroso






