Promessas de cura milagrosa colocam pacientes reumáticos em risco, alerta especialista
Encontro Nacional de Pacientes discute estratégias e medidas para identificar fake news sobre doenças autoimunes e evitar tratamentos sem comprovação científica. Inscrições abertas.
“Descoberta revolucionária”. “Cura definitiva”. “Tratamento natural que elimina a doença”. Mensagens como essas circulam diariamente nas redes sociais e aplicativos de mensagens, despertando esperança em milhares de pessoas que convivem com doenças reumáticas autoimunes. Mas, por trás de promessas sedutoras, podem existir informações falsas capazes de colocar a saúde dos pacientes em risco.
A crescente disseminação de fake news na área da saúde será tema da conferência “Fake News em doenças reumáticas autoimunes”, conduzida pelo reumatologista Dr. Samuel Katsuyuki Shinjo, durante o Encontro Nacional de Pacientes no 43º Congresso Brasileiro de Reumatologia, promovido pela Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), dias 2 e 3 de setembro, em Curitiba (PR).
Voltada para pacientes, associações de pacientes, familiares, cuidadores, a atividade pretende mostrar como funcionam as estratégias de desinformação utilizadas para divulgar supostos tratamentos milagrosos, produtos sem eficácia comprovada e promessas de cura que exploram a vulnerabilidade de pessoas que convivem com doenças crônicas.
Segundo o especialista, quem recebe esse tipo de conteúdo costuma encontrar narrativas muito bem construídas, com linguagem científica, depoimentos emocionantes e promessas de resultados rápidos, o que pode dificultar a identificação da fraude. “O objetivo é ajudar pacientes e familiares a desenvolverem um olhar crítico diante das informações que recebem. É importante compreender até que ponto podemos confiar em determinadas mensagens, como identificar sinais de alerta e quais são as fontes confiáveis para buscar informações sobre a doença e seu tratamento”, explica Samuel.
As doenças reumáticas autoimunes, como lúpus, miopatias inflamatórias, vasculites e esclerose sistêmica, exigem acompanhamento médico contínuo e tratamentos individualizados, baseados em evidências científicas. Quando pacientes abandonam terapias eficazes para seguir orientações sem comprovação, aumentam os riscos de agravamento da doença, sequelas permanentes e complicações potencialmente graves.
Além dos danos físicos, a desinformação também gera falsas expectativas, frustração e prejuízos financeiros, já que muitos desses produtos ou métodos alternativos são comercializados com promessas impossíveis de serem cumpridas.
Durante a apresentação, o público conhecerá exemplos reais de fake news que circulam na internet e aprenderá critérios simples para avaliar a credibilidade de conteúdos relacionados à saúde, como verificar a origem da informação, identificar conflitos de interesse e reconhecer características comuns de mensagens enganosas.
Serviço
11º Encontro Nacional de Pacientes e o 63º Curso de Educação em Saúde sobre Doenças Reumáticas
Data: 2 e 3 de setembro de 2026
Programação completa e inscrições gratuitas em https://sbr2026.com.br/
@sociedadereumatologia
@reumatologinsta
Doenças reumáticas no Brasil
Estima-se que as doenças reumáticas já afetam mais de 15 milhões de brasileiros. Em geral, provocam muitas dores nos pacientes e representam uma das maiores causas de afastamento do trabalho e de aposentadorias por invalidez. Entre as principais doenças reumáticas estão Artrite Reumatoide, Osteoartrite/Artrose, Espondiloartrites, Artrite Psoriásica, Lombalgia, Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), Fibromialgia, Osteoporose, Gota, Febre Reumática, Vasculites, Doença de Sjögren, Doença de Behçet e Esclerose Sistêmica (ES). Muitas dessas condições estão entre as maiores causas de dor crônica, incapacidade funcional, afastamento do trabalho e perda de qualidade de vida.
Sobre a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR)
A Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) é uma associação civil científica de direito privado, sem fins lucrativos, fundada em 15 de julho de 1949, na cidade do Rio de Janeiro, pelos médicos Herrera Ramos, Waldemar Bianchi, Pedro Nava, Israel Bonomo, Décio Olinto e outros, tendo mantido desde então sua tradição científica, acompanhando e promovendo o desenvolvimento da especialidade no Brasil e com um importante papel também internacional, especialmente entre os países da América Latina. Filiada à Associação Médica Brasileira, conta em torno de 2 mil associados, congrega 26 sociedades regionais estaduais, assessorias e comissões científicas e representações em associações nacionais e internacionais e junto ao Ministério da Saúde.
Fonte: Finestra Comunicação
Por: Jô Ribeiro





