Dia Internacional da Cerveja. Do malte ao copo: curiosidades sobre a cerveja ajudam a explicar por que ela conquistou o mundo
No Dia Internacional da Cerveja, especialista explica diferenças entre estilos, ingredientes, formas de consumo e mostra como tradição e inovação convivem na produção cervejeira

Celebrado sempre na primeira sexta-feira de agosto, o Dia Internacional da Cerveja nasceu em 2007, nos Estados Unidos, com o objetivo de homenagear uma das bebidas mais consumidas do mundo e reunir apreciadores em torno da cultura cervejeira.
A data ganhou proporções globais e hoje é comemorada em dezenas de países, tornando-se também uma oportunidade para desmistificar conceitos e apresentar curiosidades que muita gente desconhece.
Afinal, existe diferença entre lager e pilsen? O que significa uma cerveja ser puro malte? A temperatura realmente interfere no sabor? E como uma cerveja é produzida?
Para o CEO da Cerpa, Jorge Kowalski, quanto mais o consumidor conhece esse universo, mais rica se torna a experiência. “A cerveja faz parte da cultura, da gastronomia e dos momentos de convivência das pessoas. Mas existe muito conhecimento por trás de cada rótulo. Entender os ingredientes, o processo produtivo e as características de cada estilo faz com que o consumidor aproveite ainda mais a bebida e perceba detalhes que normalmente passam despercebidos.”
*Como nasce uma cerveja?*
Embora existam diferentes estilos, toda cerveja parte de uma mesma base: água, malte, lúpulo e levedura.
O malte fornece os açúcares que serão transformados em álcool durante a fermentação. O lúpulo é responsável pelo aroma, pelo amargor e também contribui para a conservação da bebida. Já a levedura conduz a fermentação, transformando os açúcares em álcool e gás carbônico. Depois dessa etapa, a cerveja ainda passa pelos processos de maturação, filtração e envase até chegar ao consumidor.
Segundo Anderson Alves, gerente industrial da Cerpa, cada decisão tomada durante a produção influencia diretamente o resultado final. “Não existe uma receita única. Pequenas variações nos ingredientes, no tempo de fermentação e na maturação fazem surgir cervejas com características completamente diferentes. É justamente essa diversidade que torna o universo cervejeiro tão interessante.”
*Lager e pilsen são a mesma coisa?*
Essa é uma das dúvidas mais comuns entre os consumidores.
Na prática, toda pilsen pertence à família lager, mas nem toda lager é uma pilsen. As lagers são produzidas por um tipo de fermentação realizado em temperaturas mais baixas, enquanto a pilsen é um estilo específico dessa família, conhecido pelo sabor leve, refrescante e equilibrado.
O próprio nome Pilsen faz referência à cidade de Plzeň (Pilsen), na atual República Tcheca, onde esse estilo surgiu no século XIX. A receita foi desenvolvida com a participação de mestres cervejeiros alemães e, posteriormente, difundida para a Alemanha e outros países, tornando-se um dos estilos mais populares do mundo.
“Na Cerpa, por exemplo, boa parte do portfólio é composta por cervejas da família lager, desenvolvidas para atender diferentes perfis de consumidores e ocasiões de consumo”, comenta Alves.
Puro malte significa mais qualidade?
“Nem sempre. A expressão ‘puro malte’ indica que a cerveja foi produzida utilizando apenas malte como fonte de cereais fermentáveis, sem a utilização de adjuntos como milho ou arroz. Isso resulta em características sensoriais específicas, normalmente com maior presença dos sabores provenientes do malte, mas não significa que uma cerveja produzida com outros cereais seja inferior”, explica Kowalski.
O CEO da Cerpa acrescenta que “o importante é entender que cada estilo possui uma proposta. Existem consumidores que preferem cervejas mais leves e refrescantes e outros que valorizam sabores mais intensos. Não existe uma única cerveja ideal, existe aquela que melhor combina com cada ocasião e com o gosto de cada pessoa.”
Existe temperatura certa para beber cerveja?
“Sim. As cervejas mais leves costumam ser servidas entre 2°C e 4°C, enquanto estilos mais encorpados revelam melhor seus aromas e sabores quando consumidos em temperaturas um pouco mais elevadas. Quando a bebida está excessivamente gelada, parte das características sensoriais acaba sendo mascarada”, comenta Kowalski.
Diferentes estilos para diferentes preferências
Ao longo de quase seis décadas de atuação, a Cerpa ampliou seu portfólio acompanhando a evolução do mercado e das preferências dos consumidores.
Segundo Anderson Alves, essa diversidade está presente nas diferentes marcas produzidas pela empresa. “Hoje contamos com um portfólio que contempla diferentes perfis de consumidores. A Cerpa Export é um dos nossos rótulos mais tradicionais e reconhecidos na Região Norte. A Cerpa Prime atende quem busca uma cerveja puro malte. Temos também a Tijuca, que faz parte da história de muitas gerações, a Tijuca Silver, uma opção sem glúten desenvolvida para atender consumidores que buscam uma alternativa com essa característica, e a Kroland, inspirada na tradição cervejeira alemã. Cada produto tem personalidade própria, mas todos carregam o compromisso da Cerpa com qualidade e inovação.”
Além das cervejas, a empresa também vem ampliando sua atuação em outras categorias de bebidas e investindo na modernização de sua unidade industrial em Belém, incorporando novas tecnologias e iniciativas voltadas à eficiência produtiva e à sustentabilidade.
Para Kowalski, esse movimento acompanha um consumidor cada vez mais interessado em conhecer a origem e as características dos produtos que consome. “Hoje as pessoas querem saber o que estão consumindo, conhecer ingredientes, processos e histórias. Esse interesse fortalece toda a cultura cervejeira e nos estimula a continuar inovando sem perder a tradição que faz parte da identidade da Cerpa há 60 anos.”
Ou seja, por trás de um simples copo existe um processo que reúne conhecimento, técnica, tradição e inovação, ingredientes que ajudam a explicar por que a bebida permanece entre as preferidas dos consumidores em todo o mundo.
Fonte: Norimar Muller Comunicação







