Chicão vai a Brasília acompanhando Helder Barbalho para barrar aumento da energia
Presidente da Alepa participou de articulação com o ex-governador e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, após nova tentativa de reajuste da tarifa da Equatorial Pará
A mobilização ocorreu no mesmo dia em que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) analisava o Reajuste Tarifário Anual de 2026 da Equatorial Pará. A proposta previa um aumento médio de 6,94%, com impacto de 6,7% para os consumidores residenciais.
Chicão esteve com Helder na agenda em Brasília e reforçou a posição contrária a um novo aumento que pese no bolso da população. “Essa conta não fecha. O Pará gera muita energia e tem uma das contas mais caras do país. Agradeço ao ministro pela sua atuação”, afirmou o presidente da Alepa.
Mobilização – Após a movimentação política e institucional, a análise do reajuste foi suspensa na Aneel. Em vídeo gravado no Ministério de Minas e Energia ao lado de Chicão e do ministro, Helder destacou a atuação conjunta para evitar o aumento da conta de luz dos paraenses.
Alexandre Silveira também fez questão de reconhecer publicamente a participação do presidente da Alepa. “Eu queria parabenizar o povo do Pará por terem lideranças comprometidas com o seu Estado. Parabéns, Helder. Parabéns, Chicão”, afirmou o ministro. Silveira também destacou a atuação da governadora Hana Ghassan, que ajuizou ação contra o reajuste.
A discussão sobre o preço da energia é especialmente sensível no Pará. Apesar de ser um dos maiores produtores de energia elétrica do país, o Estado convive com uma das tarifas residenciais mais altas do Brasil. A Equatorial Pará ocupa a 9ª posição entre 103 distribuidoras analisadas em levantamento com base nos dados tarifários da Aneel, com tarifa residencial 28,84% superior à média nacional.
A ida de Chicão a Brasília reforça a mobilização conjunta das principais lideranças do Estado para buscar uma tarifa mais justa. A suspensão representa uma etapa importante, mas a discussão ainda não está encerrada e seguirá exigindo articulação junto ao governo federal e à Aneel.
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