Exposição “Viva o Povo Brasileiro”, de João Ripper, chega ao Sesc Ver-o-Peso com olhar sensível sobre as histórias e afetos do povo brasileiro
Mostra reúne 32 fotografias do fotojornalista e fotógrafo documental, com entrada gratuita até março de 2027
Belém recebe, a partir do dia 24 de setembro, a exposição “Viva o Povo Brasileiro”, integrante da Coleção Arte Sesc, que apresenta um recorte da produção do fotógrafo e fotojornalista João Roberto Ripper, um dos mais importantes nomes da fotografia documental brasileira. Com curadoria de Dante Gastaldoni, a mostra ficará em cartaz até 7 de março de 2027, no Centro de Cultura e Turismo Sesc Ver-o-Peso, com entrada gratuita e classificação livre. A abertura será às 19h.
Inspirada no romance homônimo de João Ubaldo Ribeiro, a exposição propõe uma reflexão sobre os indivíduos que constroem diariamente a história do Brasil, mas que frequentemente permanecem ausentes das narrativas oficiais. Ao reunir imagens produzidas ao longo de mais de cinco décadas de trajetória, a mostra convida o público a conhecer diferentes realidades e modos de vida presentes no país. Segundo o curador Dante Gastaldoni, a relação entre a obra literária e o trabalho fotográfico estabelece um diálogo sobre questões estruturais da sociedade brasileira. “Lançado em 1984, o livro percorre 400 anos da nossa história, enfatizando os abismos sociais produzidos pela ação de uma elite financeira que atua de maneira autoritária e autocentrada. Além da homenagem a João Ubaldo, a presente exposição reproduz, de certa forma, o posicionamento político do escritor na obra de um outro João, o fotógrafo João Roberto Ripper”, destaca.
Reconhecido nacionalmente por seu compromisso com os direitos humanos, Ripper construiu sua carreira documentando a realidade de trabalhadores rurais, povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e diversas comunidades tradicionais brasileiras. Seu método de trabalho, baseado na escuta, na convivência e no respeito aos retratados, deu origem ao conceito que denomina de “fotografia compartilhada”, em que a construção da imagem acontece a partir da confiança e da participação das pessoas fotografadas.
Em Belém, a exposição reúne fotografias que revelam um olhar marcado pela proximidade e pela valorização da dignidade humana. “Embora alguns dos principais temas que permeiam a obra de João Ripper sejam marcados pelas lutas sociais – tais como o trabalho análogo à escravidão dos carvoeiros e o descaso para com povos originários e quilombolas – as 30 fotografias aqui selecionadas falam de amor. O que salta aos olhos, à medida em que vamos penetrando no mundo das imagens, é a profunda interação do fotógrafo com os fotografados, estabelecendo uma espécie de cumplicidade que se revela no modo com que os personagens das comunidades documentadas interagem com o visitante”, acrescenta Dante Gastaldoni.
Originalmente apresentada pelo Polo Sociocultural Sesc Paraty em 2021, a mostra integra um conjunto de iniciativas voltadas à valorização da fotografia como instrumento de memória, expressão artística e transformação social. Ao chegar ao Sesc Ver-o-Peso, reafirma a relevância do legado de João Roberto Ripper para a cultura brasileira contemporânea e oferece ao público a oportunidade de percorrer, por meio das imagens, um Brasil plural, marcado tanto pelos desafios históricos quanto pela força e humanidade de seus povos.
SERVIÇO
Exposição “Viva o Povo Brasileiro”, de João Ripper, chega ao Sesc Ver-o-Peso com olhar sensível sobre as histórias e afetos do povo brasileiro
Artista: João Ripper
Curadoria: Dante Gastaldoni
Abertura: 24 de setembro de 2026, às 19h
Período: 24 de setembro de 2026 a 7 de março de 2027
Horário: Terça a sábado, das 10h às 20h; domingos, das 9h às 13h
Local: Centro de Cultura e Turismo Sesc Ver-o-Peso (Boulevard Castilhos França, 522 e 523, Campina)
Classificação etária: Livre
Entrada gratuita
Informações: (91) 4005-9501 (WhatsApp) – Fale com o Sesc
Site: sesc-pa.com.br
Facebook: Sesc no Pará | Instagram: @sesc_pa | Youtube: Sesc no Pará | LinkedIn: Sesc no Pará
Fonte: Jambo Comunicação
Por: David Martinez






