Saúde

Canetas emagrecedoras: como o exercício físico ajuda a preservar a massa muscular e cuidar da saúde durante o tratamento

Leandro Twin, embaixador da rede Bluefit, explica a importância da musculação, da atividade física e dos hábitos saudáveis durante o processo de emagrecimento

As chamadas canetas emagrecedoras ampliaram as possibilidades de tratamento da obesidade e trouxeram novas discussões sobre o emagrecimento, a saúde metabólica e a manutenção dos resultados ao longo do tempo. Medicamentos à base de semaglutida, liraglutida e tirzepatida atuam em mecanismos relacionados à fome, à saciedade e ao controle da glicose, podendo ajudar na redução do peso quando utilizados conforme indicação médica. Mas, além da perda de peso, existe outro desafio importante: preservar os resultados e cuidar da saúde mesmo quando o tratamento precisa ser reavaliado.

Para Leandro Twin, professor de Educação Física, especialista em treinamento e embaixador da Bluefit, a atividade física deve fazer parte dessa estratégia desde o início. “O emagrecimento não deve ser avaliado apenas pelo número que aparece na balança. É importante observar a composição corporal, a força, o condicionamento físico e a disposição para as atividades do dia a dia. O medicamento pode fazer parte do tratamento, mas desenvolver uma rotina de exercícios e hábitos saudáveis também é fundamental para a saúde a longo prazo”, explica.

Esses medicamentos atuam em mecanismos biológicos que influenciam o apetite e a ingestão alimentar. Durante o tratamento, a redução da fome pode facilitar mudanças na alimentação, mas a resposta varia de pessoa para pessoa. Além disso, estudos clínicos mostram que parte do peso perdido pode ser recuperada após a interrupção de medicamentos como semaglutida e tirzepatida. Isso acontece porque, com a diminuição do efeito farmacológico, a fome pode aumentar novamente, enquanto o organismo também apresenta adaptações biológicas que favorecem a recuperação do peso.

O que acontece quando o tratamento é interrompido?

Uma das dúvidas mais comuns entre quem utiliza esses medicamentos é o que acontece depois que o tratamento termina. A interrupção pode ser acompanhada pelo retorno gradual do apetite e pelo reganho de parte do peso perdido, embora a intensidade dessas mudanças varie entre os indivíduos.

Estudos ajudam a dimensionar esse cenário. No acompanhamento de participantes do ensaio STEP 1, que utilizaram semaglutida para o tratamento do excesso de peso, houve recuperação de aproximadamente dois terços do peso perdido, em média, durante o ano seguinte à interrupção. Já no estudo SURMOUNT-4, participantes que interromperam a tirzepatida e passaram a receber placebo recuperaram, em média, cerca de 14% do peso corporal ao longo das 52 semanas seguintes.

Esses resultados não significam que todas as pessoas recuperarão o peso na mesma proporção. Eles mostram, porém, que a manutenção dos resultados precisa ser considerada como parte do tratamento, e não apenas como uma etapa posterior ao emagrecimento.

“É importante entender que o retorno da fome não significa falta de disciplina. O organismo passa por mudanças durante a perda de peso, e a interrupção do medicamento modifica a forma como esses mecanismos são regulados. Por isso, é fundamental pensar na continuidade dos cuidados com a saúde e não tratar o emagrecimento como um objetivo isolado”, afirma Twin.

A musculação vai além da estética

Durante o emagrecimento, a atenção costuma se concentrar na redução da gordura corporal. No entanto, o peso perdido pode incluir também massa muscular, o que torna importante considerar a composição corporal durante o processo. A musculação contribui para preservar e desenvolver músculos, além de melhorar a força e a capacidade funcional.

Manter a massa muscular é relevante tanto para quem utiliza medicamentos para emagrecer quanto para quem busca perder peso por meio de mudanças na alimentação e na rotina. O treinamento de força, associado à ingestão adequada de nutrientes e à recuperação entre as sessões, ajuda a preservar a capacidade de realizar atividades cotidianas e favorece um envelhecimento mais saudável.

“Quando falamos em emagrecimento, não devemos pensar somente em diminuir o peso. Preservar a massa muscular, desenvolver força e melhorar o condicionamento também são objetivos importantes. A musculação precisa ser adaptada à condição física de cada pessoa, com progressão gradual e atenção à execução dos movimentos”, destaca o especialista.

A combinação entre treinamento de força e exercícios aeróbicos, como caminhada, corrida, bicicleta e natação, oferece benefícios complementares. Enquanto a musculação contribui para a força e a manutenção muscular, as atividades aeróbicas favorecem a saúde cardiovascular e o condicionamento cardiorrespiratório. A frequência e a intensidade devem considerar o histórico, os objetivos e as condições individuais.

Alimentação e rotina também fazem diferença

A redução do apetite durante o tratamento pode facilitar a organização das refeições, mas comer menos não significa, necessariamente, consumir todos os nutrientes de que o organismo precisa. Por isso, a qualidade da alimentação continua sendo importante durante o emagrecimento e na fase de manutenção.

Refeições com fontes adequadas de proteínas, frutas, vegetais, leguminosas e alimentos ricos em fibras contribuem para uma alimentação equilibrada. As necessidades nutricionais variam conforme as características de cada pessoa, e o acompanhamento de um nutricionista pode ajudar a ajustar as quantidades e a distribuição dos alimentos, especialmente quando há redução significativa da ingestão alimentar.

“O objetivo não é trocar o medicamento por uma dieta extremamente restritiva, mas construir hábitos que possam ser mantidos na vida real. Alimentação equilibrada, treino, descanso e acompanhamento profissional precisam funcionar em conjunto. Quanto mais sustentável for essa rotina, melhor será a possibilidade de incorporá-la ao dia a dia”, explica Twin.

O sono também merece atenção. Dormir mal e conviver com estresse constante podem dificultar a manutenção de hábitos saudáveis e influenciar o comportamento alimentar. Observar esses fatores ajuda a compreender o processo de emagrecimento de maneira mais ampla, sem atribuir todos os resultados apenas à alimentação ou ao exercício.

Embora a atividade física seja uma importante aliada da manutenção do peso e ofereça benefícios que vão além da balança, não há garantia de que exercícios e alimentação saudável, isoladamente, impeçam a recuperação do peso após a retirada dos medicamentos. “A resposta depende de diversos fatores, incluindo condições clínicas, características individuais e continuidade do tratamento”, conclui o especialista da Bluefit.

Mais informações: https://BlueFit.com.br

Sobre a BlueFit

A BlueFit é uma das maiores redes de academias do Brasil, com mais de 200 unidades, presença em 20 estados e mais de meio milhão de alunos. Com quase uma década de atuação no mercado fitness, oferece estrutura para diferentes objetivos e perfis de treino. São opções que vão da musculação e cardio a mais de 30 modalidades de aulas coletivas – incluindo lutas, dança, ginástica, bike, mobilidade e core. Com infraestrutura premium, equipamentos de ponta, professores capacitados e unidades com funcionamento 24 horas, a rede prova que há espaço para todos. Afinal, cada corpo é um corpo, e o importante é estar em movimento.

Fonte: RPMA Comunicação

Por: Izabelle Prado

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guaranyjr

Guarany Jr - Prof. de Graduação e Pós de Marketing, Jornalismo e Propaganda, Jornalista, Comentarista, Consultor, Administrador, Palestrante - Belém - Pará - Brasil.

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