Coro de Câmara de Campina Grande e Coro Carlos Gomes: um encontro único de dois grandes coros brasileiros, neste fim de semana em Belém
O Coro de Câmara de Campina Grande apresenta em Belém neste final de semana, os espetáculos de sua turnê “Vozes Ancestrais: a música coral afro-indígena brasileira”, como parte do Circuito Funarte Pixinguinha de Música, contando com a participação do Coro Carlos Gomes, do Pará.
A turnê, que iniciou em Pernambuco e São Luís, chega a Belém com três concertos especiais e em seguida, desembarcam em Manaus-AM, com um repertório composto de compositores(as) brasileiros(as), que trazem elementos culturais advindos de tradições afro-indígenas; música sacra; e a obra recém estreada Cancioneiro Atlântico, do compositor potiguar Danilo Guanais, que une heranças brasileiras e portuguesas com estética armorial.
O Coro de Câmara de Campina Grande foi criado em 2010. Desde a sua fundação, já se apresentou em várias cidades da Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Bahia, São Paulo, Rio Grande do Sul, Estados Unidos, França e Portugal, sob a regência do seu maestro fundador e diretor artístico, Vladimir Silva, bem como de outros(as) convidados(as) do Brasil, América do Norte e Europa.
Em 2017, por exemplo, estreou a Missa de Alcaçus, de Danilo Guanais, no Carnegie Hall, em Nova Iorque.O grupo tem se dedicado à performance de obras do renascimento ao período contemporâneo, destacando, nesse contexto, a música brasileira, sobretudo de compositores(as) de sua região.

Já o coro paraense foi criado quando a maestrina cubana Maria Antônia Jiménez chegou a Belém, para ministrar aulas de canto coral no Instituto Carlos Gomes.
Esta será a segunda vez que o Coro Carlos Gomes se apresentará junto ao Coro de Câmera de Campina Grande. Em novembro de 2023, os grupos integraram a programação do Festival Música Dei, em Porto Alegre-RS.
“Nossa meta é divulgar o repertório composto por autores(as) nacionais de diferentes períodos, estilos e regiões, incluindo música sagrada e secular, a capela e com acompanhamento, interagindo com agentes locais a fim de compreender os diferentes aspectos das práticas musicais que eles desenvolvem, seus fazeres e saberes, ampliando, assim, a percepção sobre nosso fazer artístico e os fenômenos musicais das comunidades visitadas, dentre as quais o Quilombo Urbano de São Luís, o Arraial da Pavulagem, em Belém, e o Parque das Tribos, em Manaus. E poder cantar novamente com o Coro Carlos Gomes e trabalhar com a Maestra Maria Antonia Jiménez será também um dos momentos especiais desse percurso”, diz Vladimir Silva, maestro e diretor artístico da turnê.
Para a realização deste projeto, que coloca Campina Grande e a UFCG como protagonistas do Projeto Pixinguinha, o grupo conta com o patrocínio da FUNARTE e o apoio da Universidade Federal do Maranhão, da Universidade do Estado do Amazonas, do Governo do Estado do Amazonas, Pará e Maranhão, bem como da Prefeitura Municipal de Belém e Fundação Carlos Gomes.
O impacto desta experiência, que envolve pesquisa, ensino e extensão, na vida dos participantes é imensurável e transformadora, tanto do ponto de vista dos aspectos técnicos, musicais e vocais, quanto do ponto de vista político, cultural e social.
Programação
Sábado – 16 de agosto | 19h
Vozes Ancestrais: a música coral afro-indígena brasileira
Igreja de Santo Alexandre
Domingo – 17 de agosto | 16h
Concerto Sacro – com o Coro Carlos Gomes
Catedral Metropolitana de Belém
Segunda – 18 de agosto | 19h
Cancioneiro Atlântico, de Danilo Guanais – com participação do Coro Carlos Gomes
Memorial dos Povos – Sala Vicente Salles
Regência: Maestro Vladimir Silva (@vladimirsilva_maestro) e Maria Antonia Jiménez (Coro Carlos Gomes)






