Gastronomia
Protagonista da festa junina, milho reúne funcionalidade e nutrição
Nutricionista explica benefícios do cereal e dá dicas de preparo para manter o sabor e o equilíbrio nas festas

O milho é, de acordo com a Associação dos Produtores Rurais de Santarém (Aprusan), a segunda maior safra de grão produzida na região metropolitana do município. Presença garantida nas festas juninas, ele conquista pelo sabor e pela conexão com as tradições. Mas, segundo o nutricionista Daniel Castro, coordenador do curso de Nutrição da UNAMA Santarém, esse cereal é muito mais que um ingrediente típico.
“Ele nutre, sacia e ainda é funcional. É super nutritivo, sendo rico em fibras, vitaminas do complexo B e antioxidantes naturais”, destaca.
Na avaliação do profissional, o milho vai além da nutrição básica. “Consumido de forma natural, ele ajuda no funcionamento do intestino, tem ação antioxidante que protege as células e contribui para as saúdes dos olhos e do coração”, explica Daniel.
As fibras são um dos principais trunfos. Além de regularem o trânsito intestinal e prevenirem a constipação, contribuem na redução do colesterol “ruim”, dificultando sua absorção no intestino. Proteger os olhos também é função do milho, graças à luteína e zeaxantina, carotenoides que atuam como filtro natural contra a luz azul das telas e ajudam a prevenir o envelhecimento da retina.
Pode incluir na dieta
Para quem está tentando emagrecer, esse ceral pode fazer parte do cardápio. “Ele tem carboidratos, mas também tem fibras, que dão saciedade”, afirma o nutricionista. A dica é optar por preparações simples, como milho cozido, sem exageros de gordura ou açúcar.
E quando a criatividade gastronômica entra em cena, Daniel tem uma preferência: o milho assado ou cozido, com moderação no sal e na manteiga. Pamonha e curau também são bem-vindos, desde que em versões mais leves, como com leite natural de coco.
Atenção aos industrializados!
“Geralmente, o milho em conserva vem com muito sódio. E a pipoca de micro-ondas pode ter gorduras ‘ruins’ e aditivos”, alerta. A recomendação é optar, sempre que possível, pelo milho fresco ou pela pipoca caseira, feita com pouco óleo e sem muito sal.
Não trabalhamos com glúten
Naturalmente livre de glúten, o milho é indicado para pessoas com doença celíaca ou sensibilidade, desde que haja cuidado com contaminação cruzada, especialmente nas farinhas. A coloração também diz muito sobre seus nutrientes.
“O milho amarelo é rico em carotenoides, como betacaroteno. O roxo tem antocianinas, com ação anti-inflamatória. Já o branco mantém boas quantidades de fibras e vitaminas”, detalha o nutricionista.
Fonte: Assessoria por Henrique Britto






