Capacitação no Pará prepara organizações sociais para disputar edital de R$ 17,5 milhões do BNDES
Representantes de organizações sociais e lideranças comunitárias que participaram dos aulões gratuitos do Programa BNDES Periferias Fortes – Norte destacaram a importância da iniciativa para ampliar o acesso ao edital que destinará R$ 17,5 milhões ao fortalecimento de projetos desenvolvidos em favelas, ocupações, comunidades e outros territórios urbanos da Região Norte e do Maranhão. Além de esclarecer dúvidas sobre o processo de inscrição, as formações oferecem orientações sobre gestão, comunicação e desenvolvimento institucional.
Durante as atividades realizadas nesta semana, em Belém e Ananindeua, os participantes receberam orientações sobre o edital, esclareceram dúvidas sobre o processo de inscrição e tiveram acesso a conteúdos sobre gestão, comunicação e desenvolvimento institucional, conhecimentos que podem ser aplicados pelas organizações, independentemente do resultado da seleção.
Paula Santos, mobilizadora social do Instituto Negritar, que participou do aulão em Belém, destacou a possibilidade de aplicar os conhecimentos adquiridos durante a formação nas atividades realizadas pela organização no bairro do Jurunas, na capital paraense.
Com mais de sete anos de atuação, o instituto desenvolve iniciativas ligadas ao audiovisual e a ações socioculturais e socioambientais. Entre os projetos estão atividades de cultivo de hortas e compostagem envolvendo moradores do território, como mães, crianças e idosos.
Ela contou ainda que esta foi a primeira vez que participou de uma formação como a do BNDES e que pretende compartilhar o conteúdo com os demais integrantes da instituição. “Para mim, que é a primeira vez que estou participando, está sendo de grande importância, porque estou aprendendo coisas que eu não tinha visto. Vou levar para o instituto, colocar em prática com eles lá. Estou anotando detalhe por detalhe”, relatou.
O Instituto Negritar está entre as organizações já inscritas no edital. Na avaliação de Paula, caso seja selecionada, a instituição poderá dar continuidade e ampliar atividades que já alcançam moradores do Jurunas e participantes de outras áreas da capital.
“A gente vai dar continuidade nesse trabalho com a população periférica. Temos um leque de opções lá, principalmente o trabalho no audiovisual. Quando a gente faz oficinas, percebe que traz pessoas de outros bairros. É importante também virem pessoas de outras ONGs, outros institutos, outros bairros e pessoas que não são de ONG nem de instituto nenhum e vêm agregar e participar”, completou.
Aulões também orientam sobre edital
A atividade é conduzida por meio do Instituto Phi e do Instituto Phomenta, parceiros executores do programa Periferias Fortes Norte, financiado pelo BNDES.
Segundo Aline Santos, liderança de operações e produtos do Phomenta, o encontro busca ir além da apresentação das regras do edital. “Foi uma tarde em que a gente conversou bastante sobre quais são os desafios que elas estão enfrentando, conseguiu trazer algumas estratégias para elas divulgarem melhor as iniciativas que estão liderando e também mais informações sobre como participar do edital, como se fortalecer e como conseguir ter acesso a novas oportunidades como essa”, explicou.
Para Waléria Chaves, do Instituto Ilê Axé Obá Opô Aganjú, a formação ajudou a identificar e organizar conhecimentos que já faziam parte da rotina da instituição, além de apresentar novas possibilidades para o desenvolvimento das atividades.
“Estou achando uma aula maravilhosa, que está nos agregando grandiosamente em estrutura, em reflexões, nos ensinando coisas que nós já sabemos e melhorando o que nós já sabemos. Essa aula está sendo maravilhosa e está agregando muito conhecimento que eu vou levar para a minha instituição”, afirmou.
Fortalecimento das organizações
Com mais de 40 anos de atuação em Belém, a instituição representada por Waléria desenvolve atividades com jovens, adultos e mulheres, além de promover ações relacionadas a conhecimentos tradicionais, ervas medicinais, cultura e assistência à comunidade. Ela explica que uma das principais dificuldades enfrentadas atualmente é a captação de recursos para ampliar o alcance das ações. A representante também destacou que um eventual apoio por meio do programa poderá contribuir para a estruturação institucional e para a busca de novas fontes de financiamento.
“Temos um leque de situações, um leque de coisas que são desafiadoras. Então, seria estruturar para poder cada vez mais receber mais pessoas, chamar pessoas de fora para compor, proporcionar cursos e palestras. Um dos nossos maiores projetos é a questão da fome, é poder ampliar a nossa cozinha para que mais pessoas possam receber esses alimentos, para distribuirmos mais alimentos”, acrescentou.
Os próximos aulões gratuitos acontecerão no dia 10 de agosto, no Amapá; dia 12, no Amazonas; dia 14, em Roraima; dia 18, em Rondônia; dia 24, Acre; e, dia 27, no Tocantins.
Mais sobre o programa
O Programa BNDES Periferias Fortes – Norte prevê investimento de R$ 17,5 milhões e selecionará 82 Organizações Sociais de Periferia (OSPs) de pequeno e médio porte que atuam em territórios urbanos da Região Norte e do Maranhão.
As organizações selecionadas poderão receber apoio financeiro de até R$ 100 mil, no caso das instituições de pequeno porte, e de até R$ 300 mil para as de médio porte. Além do aporte financeiro, participarão de uma jornada de desenvolvimento institucional com duração de 33 meses, que inclui mentorias, capacitações e acompanhamento técnico.
Sobre o Instituto Phi
O Phi é uma organização não governamental fundada em 2014 com a missão de assessorar indivíduos, famílias, empresas e grupos diversos no planejamento estratégico de sua filantropia, contribuindo para a redução das desigualdades e a transformação social. Ao longo dos anos, consolidou-se como um hub de inovação social, acumulando conhecimento sobre organizações de diversas causas e portes em todo o país. Saiba mais em: phi.org.br.
Sobre o Instituto Phomenta
O Instituto Phomenta nasceu em 2015 com o objetivo de apoiar e conectar ONGs, institutos, fundações e empresas para a transformação de territórios e causas, por meio da facilitação de espaços de conexão e colaboração, da condução de formações práticas em gestão para ONGs e da coordenação de programas de voluntariado. Em 10 anos de atuação, o instituto já apoiou diretamente mais de 2.000 organizações sociais, desenvolveu mais de 100 projetos e conectou mais de 2.500 voluntários a iniciativas sociais. Saiba mais em: phomenta.com.br.
Fonte: UP Comunicação






