Natura e Coomac inauguram primeira agroindústria de óleos e manteigas em Bragança, no Pará, beneficiando mais de 300 pessoas
Parceria transformará sementes como tucumã, murumuru, andiroba e ajuru em óleos e manteigas; iniciativa pode aumentar renda dos envolvidos em até 60%
A Natura anuncia a inauguração de uma agroindústria em parceria com a Coomac (Cooperativa Mista dos Agricultores Familiares e Extrativistas dos Caetés). Localizada no município de Bragança, no Pará, a nova estrutura fabril focará no processamento de beneficiamento local de sementes oleaginosas nativas, agregando valor no trabalho de mais 300 pessoas na região. Ao transformar sementes em óleos e manteigas, a renda pode aumentar em até 60%.
Esta é a 22ª agroindústria inaugurada pela Natura em parceria com uma comunidade na Amazônia. “No contexto da Amazônia, essa atuação se traduz em um trabalho contínuo de valorização da sociobiodiversidade e fortalecimento das cadeias produtivas locais. Como parte desse esforço, somente no ano passado, a Natura aportou R$ 62,39 milhões diretamente em iniciativas nas comunidades parceiras, reforçando a estratégia de gerar desenvolvimento econômico e social enquanto se mantém a floresta em pé”, diz Angela Pinhati, diretora de sustentabilidade da Natura
O projeto é fruto de um investimento conjunto. A Coomac viabilizou a estrutura física e parte dos equipamentos, enquanto a Natura apoiou na aquisição de máquinas para a extração de óleos e manteigas, nos reparos da infraestrutura predial e na viabilidade dos aspectos legais para a operação.
A expectativa é que a agroindústria alcance uma capacidade produtiva de 100 toneladas de óleos e manteigas por ano. A usina está apta para iniciar testes pilotos e a estimativa é que entre em regime de trabalho a partir de março de 2027, com a próxima safra de sementes.
“Para nós, da Coomac, é especial. Estamos unindo a tradição do nosso extrativismo à tecnologia. Com essa estrutura, não apenas preservamos a floresta em pé, mas fortalecemos o papel de cada cooperado e parceiro, promovendo um desenvolvimento econômico que fica aqui, na nossa região”, diz Dilcirene Ferreira, presidente da Coomac.
Agroindústria fortalece presença da Natura na Amazônia
A relação da Coomac com a Natura teve início em 2018, a partir da pesquisa para o manejo do tucumã. Nos anos seguintes, a parceria comercial se ampliou para incluir outras sementes, como murumuru, andiroba e ajuru, que fornecem matérias-primas essenciais para as linhas de cosméticos da Natura.
A união entre a Coomac e a Natura marca um passo fundamental no apoio às comunidades tradicionais da Amazônia, integrando o desenvolvimento de cosméticos de alta performance à proteção ambiental e ao progresso socioeconômico regional. Com a inauguração, a companhia reafirma seu compromisso com a Visão 2050, que estabelece a meta de se tornar uma empresa 100% regenerativa até 2050, promovendo impacto positivo financeiro, social, humano e ambiental.
Sobre a Natura
Fundada em 1969, a Natura é uma multinacional brasileira líder em beleza e cuidados pessoais na América Latina. É a companhia de melhor reputação do Brasil e a mais responsável em ESG pelo ranking Merco há 12 anos consecutivos. Há mais de 25 anos, por meio do relacionamento com comunidades extrativistas na Amazônia, a Natura é pioneira no uso cosmético de bioativos da sociobiodiversidade brasileira. Hoje, essa atuação gera benefícios para milhares de famílias e contribui para conservar 2,2 milhões de hectares de floresta. Os produtos da marca podem ser adquiridos através das 2,8 milhões de consultoras, via e-commerce, aplicativo, ou nas mais de mil lojas. Para mais informações, visite www.natura.com.br ou acesse os perfis da empresa nas redes sociais: LinkedIn, Facebook e Instagram.
Sobre a Coomac
Formalizada em 5 de março de 2010, a Coomac (Cooperativa Mista dos Agricultores Familiares e Extrativistas dos Caetés) é fruto de debates iniciados em 2007 entre agricultores familiares e extrativistas na região do Rio Caeté, em Bragança, Pará. Composta por mais de 40 cooperados diretos, a cooperativa beneficia mais de 300 pessoas na região. Além da coleta de sementes oleaginosas nativas e da implantação de sistemas agroflorestais, a organização atua no cultivo de mandioca e tem como tradição a produção de farinha, sendo detentora do registro processual da Indicação Geográfica da Farinha de Bragança.
Fonte: Jambo Comunicação
Por: Marcela Conde






