Startup paraense participa de iniciativa internacional de inovação no Uruguai
Startup paraense participou do Sprint UY 2026, programa que conecta empresas inovadoras a investidores, instituições e oportunidades de negócios no mercado uruguaio
A NeuroIdentify, startup de tecnologia educacional criada no Pará, participou do Sprint UY 2026, programa internacional que conecta empresas inovadoras ao ecossistema de negócios, tecnologia e inovação do Uruguai. A iniciativa reuniu startups de países como Brasil, Argentina, Chile e Espanha em uma semana de atividades voltadas à exploração de oportunidades de mercado, ao networking e à construção de conexões estratégicas para a expansão na América Latina.
Liderado pela Uruguay XXI, agência de promoção de investimentos e exportações do país, em parceria com a Agência Nacional de Pesquisa e Inovação do Uruguai (ANII), o programa proporciona aos participantes contato direto com investidores, empresas, instituições e outros agentes do ecossistema local. A proposta é apresentar os recursos e as oportunidades disponíveis no Uruguai para negócios interessados em ampliar sua atuação regional.
A participação representa mais um passo na estratégia de internacionalização da NeuroIdentify, que desenvolve soluções tecnológicas voltadas à identificação de características do neurodesenvolvimento e ao apoio de educadores na construção de estratégias de aprendizagem mais personalizadas e inclusivas.
Durante o Sprint UY 2026, a startup teve a oportunidade de conhecer de perto o ambiente de inovação uruguaio, trocar experiências com empreendedores de diferentes países e explorar possibilidades de relacionamento com organizações e potenciais parceiros. A experiência também contribui para ampliar a compreensão sobre novos mercados e identificar caminhos para o desenvolvimento de negócios na região.
Uruguai como conexão estratégica para novos mercados
A relação da NeuroIdentify com o ecossistema uruguaio começou em 2025, a partir de uma agenda articulada pela Uruguay XXI, com a intermediação do fundo de impacto Nguzu. Desde então, o contato com o país tem despertado o interesse da startup em aprofundar parcerias e ampliar sua conexão com mercados internacionais.
“Nosso contato com o ecossistema uruguaio começou em 2025, a partir de uma agenda articulada pela Uruguay XXI, por meio da ponte do fundo de impacto Nguzu. A experiência no país, somada à qualidade de vida e à forma como o ecossistema se organiza, despertou ainda mais meu interesse em aprofundar essa relação e fortalecer uma frente de conexão entre o Uruguai, a América Latina, a América do Norte e a Europa”, afirma o representante da NeuroIdentify.
Entre os aspectos que mais chamam a atenção da startup está a integração entre diferentes setores. A articulação entre universidades, centros de pesquisa, empresas e governo favorece a troca de conhecimento, o desenvolvimento de soluções e a transformação de pesquisas em oportunidades de negócio.
“O que mais me impressiona no Uruguai é a conexão entre universidades, centros de pesquisa, setor produtivo e governo. Existe uma integração que favorece o desenvolvimento de novas soluções, a troca de conhecimento e a transformação da pesquisa em oportunidades reais de negócio. A estabilidade do país, o incentivo ao empreendedorismo e a colaboração entre os setores público e privado criam um ambiente propício para desenvolver, validar e escalar soluções com mais segurança”, destaca.
Além da estrutura institucional, a receptividade e a disposição para colaborar também são apontadas como fatores importantes para a construção de relações duradouras. Para a startup, a internacionalização exige não apenas identificar oportunidades, mas também compreender as particularidades de cada mercado e estabelecer parcerias de confiança.
“Além disso, existe um aspecto que considero fundamental: as pessoas. A abertura para conversar, construir parcerias e ajudar quem está chegando faz diferença. É um ambiente em que a colaboração tem valor e no qual o empreendedor encontra espaço para testar ideias, aprender, evoluir e construir novas oportunidades”, acrescenta.
Tecnologia paraense conectada ao cenário internacional
A participação no Sprint UY 2026 reforça a estratégia da NeuroIdentify de conectar a tecnologia desenvolvida na Amazônia a diferentes ecossistemas de inovação. A startup busca ampliar o alcance de suas soluções, fortalecer parcerias e identificar oportunidades para levar sua proposta de educação inclusiva a novos contextos.
A aproximação com o Uruguai também integra uma visão de expansão que considera a conexão entre a América Latina, a América do Norte e a Europa, ampliando as possibilidades de cooperação e desenvolvimento de negócios.
“Acredito que o Uruguai tem um papel estratégico na conexão de negócios e na expansão de soluções latino-americanas para outros mercados. Meu interesse é contribuir para aproximar esses ecossistemas, criar oportunidades e fortalecer relações que conectem a América Latina à América do Norte e à Europa”, afirma o representante.
Para a NeuroIdentify, construir uma atuação internacional envolve conhecer os mercados, compreender seus ambientes de negócios e desenvolver relações capazes de sustentar parcerias no longo prazo.
“Construir negócios em outros mercados vai muito além de identificar oportunidades. É preciso entender o ambiente, criar relações de confiança e encontrar pessoas dispostas a construir junto. E foi justamente isso que encontrei no Uruguai”, conclui.
A experiência no programa representa mais um movimento da startup paraense em direção à internacionalização, mantendo o compromisso de unir tecnologia, ciência e educação para apoiar o desenvolvimento de estudantes neurodivergentes e contribuir para práticas educacionais mais inclusivas.

Sobre a NeuroIdentify
A NeuroIdentify é uma startup paraense de tecnologia educacional que desenvolve soluções voltadas à identificação de características do neurodesenvolvimento e ao apoio de educadores na construção de estratégias de aprendizagem mais personalizadas e inclusivas. A iniciativa busca aproximar tecnologia, ciência e educação para contribuir com o desenvolvimento de estudantes neurodivergentes e fortalecer práticas pedagógicas que considerem as necessidades individuais de cada aluno.
Fonte: Assessoria
Por: Raphaela Aguiar






