Projeto leva capacitação presencial e via WhatsApp e acelera negócios da sociobioeconomia no Norte e Nordeste
De uma empreendedora venezuelana que recomeçou a vida no Brasil a quem fez da confeitaria uma fonte de renda, participantes compartilham as trajetórias que os levaram à etapa de aceleração do Negócio Raiz, programa que fortalece microempreendedores de 18 a 35 anos
Recomeçar em um novo país, transformar uma receita de família em um negócio ou apostar em um sonho durante a pandemia são histórias que têm algo em comum: a busca por uma oportunidade para crescer. Esse é o caminho percorrido por três empreendedores que participaram do Projeto Negócio Raiz, realizado pela Aliança Empreendedora, com apoio da Youth Business International (YBI) e financiamento da Standard Chartered Foundation, e agora chegam à etapa de aceleração do Ciclo 3, após passarem por formações presenciais e on-line voltadas ao fortalecimento de pequenos negócios da sociobioeconomia.
Uma dessas histórias é da venezuelana Denis Alejandrina Infante Reyes, de 27 anos, de Boa Vista (RR), que encontrou no empreendedorismo uma forma de reconstruir sua vida após chegar ao Brasil em 2018. O que começou com a venda de artesanato e pulseiras de macramê deu origem à Alê Acessórios, negócio que hoje reúne uma variedade de produtos, como acessórios em aço inox, flores eternas (feitas de fitas de cetim), perfumes, relógios, óculos, tênis, maquiagens e presentes personalizados.

Ao ingressar no Negócio Raiz, Denis buscava mais do que ampliar as vendas. Queria adquirir conhecimentos para estruturar o crescimento do empreendimento. “Meu negócio nasceu da necessidade de recomeçar. Quando entrei no Negócio Raiz, minha empresa já estava funcionando, mas eu buscava conhecimento, orientação e estratégias para crescer”, diz.
Segundo ela, as formações ajudaram a ampliar sua visão sobre gestão e fortalecer sua confiança como empreendedora. “Foi uma experiência muito boa e de muito aprendizado. Nos encontros e nas conversas pelo WhatsApp aprendi mais sobre vendas, atendimento, sustentabilidade e a entender melhor meus clientes. Cada conteúdo me ajudou a enxergar novas formas de melhorar meu negócio e seguir empreendendo com mais confiança”, comenta.
“Minha expectativa é vender mais, alcançar mais clientes e colocar em prática tudo o que vou aprender. Para mim, está sendo uma experiência muito importante, porque estou adquirindo mais conhecimento e confiança para melhorar o meu negócio. Para o futuro, espero continuar crescendo, conquistar mais clientes e fortalecer ainda mais a minha empresa”, complementa a venezuelana.
Sabores do Nordeste
No Maranhão, a trajetória de Késsia Caroline da Silva Lima, de 26 anos, também ganhou novos rumos. Proprietária da Kessia Fest, localizada em Itatuaba, distrito de Icatu, ela iniciou o negócio há cerca de três anos e conquistou clientes com seus produtos de confeitaria, especialmente o biscoito de maisena, que se tornou um dos carros-chefes da marca.
Mesmo com o negócio já em andamento, Késsia buscava aprimorar a gestão e planejar um crescimento sustentável. Ela afirma que o Projeto proporcionou conhecimentos práticos sobre gestão e planejamento, além de apresentar conceitos relacionados à sociobioeconomia.
“Participar das formações foi uma experiência muito enriquecedora. Tanto os encontros presenciais quanto as trocas pelo WhatsApp trouxeram conhecimentos práticos e motivadores. Aprendi muito sobre empreendedorismo, planejamento, gestão e, principalmente, sobre sociobioeconomia, que me fez enxergar a importância de valorizar os recursos locais e desenvolver um negócio com mais responsabilidade e propósito”, afirma.
Já em Recife (PE), Pedro Henrique Leite da Silva, de 30 anos, criou a PL DOCEIRO em meio às incertezas da pandemia de Covid-19. O empreendimento, especializado em brigadeiros gourmet, bolos, doces finos e produtos para eventos, nasceu da coragem de empreender em um período de grandes desafios. O empreendedor foi vice-campeão do Super Confeiteiro 2024, vencedor regional do Prêmio Assaí 2025 e conquistou o terceiro lugar no Concurso Meeting 2026.
“A PL DOCEIRO surgiu em 2020, em meio a um dos momentos mais desafiadores dos últimos anos: a pandemia. Enquanto muitas pessoas viviam a incerteza sobre o futuro, eu também me perguntava se seria possível construir um negócio naquele cenário. O que nasceu de forma simples foi crescendo aos poucos, impulsionado pela dedicação, pela busca constante por qualidade e pela confiança de cada cliente que acreditou na PL DOCEIRO desde o início”, lembra o microempreendedor.
Ao participar do Negócio Raiz, Pedro buscava desenvolver competências além da produção dos doces. “Minha experiência foi extremamente positiva. As formações proporcionaram não apenas conhecimento técnico, mas também reflexões importantes sobre gestão, posicionamento e planejamento. Um dos maiores aprendizados foi entender que empreender vai muito além de produzir ou vender. É preciso ter clareza sobre propósito, público, identidade da marca e processos internos”.
Ainda de acordo com Pedro, chegar à etapa de aceleração representa o reconhecimento da trajetória construída até aqui. “É a confirmação de que estamos no caminho certo, mas também de que ainda há muito espaço para crescer. Minha expectativa é aproveitar ao máximo as mentorias, orientações e conexões que essa etapa oferece, transformando conhecimento em ações práticas para fortalecer ainda mais a PL DOCEIRO e ampliar seu alcance”.

Projeto já impactou mais de 1.800 pessoas
As trajetórias dos três empreendedores mostram a importância do investimento no microempreendedorismo como ferramenta de geração de renda, inclusão produtiva e desenvolvimento local. É com esse propósito que o Projeto Negócio Raiz fortalece o ecossistema da sociobioeconomia nas regiões Norte e Nordeste, por meio de capacitação, aceleração de negócios e apoio financeiro a microempreendedores.
Atualmente em seu terceiro ciclo, o projeto já beneficiou mais de 1.800 pessoas, entre 18 e 35 anos. Apenas em 2025, foram realizadas nove turmas on-line via WhatsApp, alcançando 828 participantes, além de nove turmas presenciais no Pará e na Bahia, reunindo outros 250 microempreendedores. Ao final do segundo ciclo, oito jovens empreendedores foram selecionados para participar de uma imersão em Brasília (DF) e receberam capital semente de R$ 3 mil para investir em seus negócios.
Com previsão de mobilizar mais de 800 jovens microempreendedores, o terceiro ciclo disponibilizou 650 vagas para formações on-line via WhatsApp, utilizando metodologia exclusiva desenvolvida pela Aliança Empreendedora. Agora, um novo grupo com cerca de 200 pessoas, no ciclo 3, inicia a etapa de aceleração on-line, dando continuidade ao processo de fortalecimento de seus empreendimentos.
“O Projeto foi criado para mostrar que o potencial empreendedor existe em todos os territórios quando as pessoas têm acesso a conhecimento, apoio e oportunidades. Fortalecemos pequenos negócios, buscamos desenvolver empreendedores preparados para crescer de forma sustentável, gerar renda em suas comunidades e valorizar os recursos e a cultura de seus territórios. As histórias de Denis, Késsia e Pedro demonstram como a combinação entre capacitação, mentorias e construção de redes pode transformar trajetórias e impulsionar novos caminhos para o desenvolvimento local”, comenta Sidnei Pereira, responsável pelo relacionamento com empreendedores da Aliança Empreendedora.
Para conhecer mais sobre o Projeto Negócio Raiz, acesse www.negocioraiz.org.br.
Sobre a Aliança Empreendedora
A Aliança Empreendedora acredita que todos e todas os brasileiros podem empreender de forma digna e justa, e usa o empreendedorismo como forma de transformar o Brasil. Em 20 anos já apoiou mais de 250 mil microempreendedores, recebendo em 2023 o Prêmio de Melhor ONG de Geração de Renda do Brasil. Neste sentido, capacita e apoia gratuitamente microempreendedores formais e informais em comunidades e periferias de todo o país, gerando inclusão e desenvolvimento econômico social, em parceria com empresas, governos, organizações sociais e interessados na causa. Saiba mais em: www.aliancaempreendedora.org.
Sobre a YBI
A Youth Business International (YBI) foi originalmente fundada como o braço internacional do The Prince’s Trust (atualmente King’s Trust), criado pelo Rei Charles III. Em 2000, a YBI tornou-se uma organização independente e hoje é a principal referência em empreendedorismo jovem, combinando influência global com expertises locais para apoiar jovens empreendedores ao redor do mundo na criação, expansão e sustentabilidade de seus negócios. Liderando uma rede em constante crescimento, com mais de 60 organizações de apoio ao empreendedorismo em 85 países, a YBI desenvolve e potencializa as soluções mais eficazes para ajudar jovens empreendedores a prosperar – desde o desenvolvimento de habilidades empresariais, incentivo à inovação e fortalecimento de talentos até a viabilização de acesso a mercados e a financiamento. Saiba mais em: https://youthbusiness.org/.
Sobre a Standard Chartered Foundation (SCF)
A Standard Chartered Foundation é uma organização filantrópica estabelecida pelo Standard Chartered em 2019. A fundação está comprometida em enfrentar as desigualdades, promovendo o empoderamento de jovens em situação de vulnerabilidade, especialmente mulheres e pessoas com deficiência. A Fundação define a estratégia e financia programas de empregabilidade e empreendedorismo juvenil nos mercados onde o Standard Chartered atua, apoiando jovens no acesso às habilidades, redes de contato e ao suporte necessários para conquistar trabalho digno e gerar oportunidades de emprego. A Standard Chartered Foundation é uma instituição beneficente registrada na Inglaterra e no País de Gales (número de registro 1184946). Saiba mais em: https://www.sc.com/en/about/
Fonte: DePróposito Comunicação de Causas
Por: Jéssica Amaral






