Liliana Virgínia apresenta nova fase autoral:“Entre Canções e Lendas”
Mezzo-soprano paraense assume o protagonismo autoral em “Entre Canções e Lendas”, álbum que une formação erudita, tambores, carimbó, encantarias e memória; trabalho chega às plataformas em 26 de agosto e ganha espetáculo gratuito três dias depois, em Belém
Durante mais de uma década, a voz de Liliana Virgínia esteve ligada às partituras, aos coros, às óperas e aos palcos da cena erudita paraense. Essa história não ficou para trás. Aos 33 anos, a mezzo-soprano nascida em Belém decidiu colocar toda essa formação a serviço de uma pergunta mais íntima: como soaria sua voz se ela cantasse, também, o lugar de onde veio?

A resposta está em “Entre Canções e Lendas”, álbum que chega às principais plataformas digitais no dia 26 de agosto e representa o trabalho mais autoral e representativo de sua trajetória.
São 11 faixas que aproximam a técnica do canto lírico dos tambores, do carimbó, dos ritmos de terreiro, das encantarias e das narrativas amazônicas. Seis são composições autorais e inéditas de Liliana em parceria com o músico e diretor musical Thiago D’Albuquerque. O repertório traz ainda quatro releituras de obras de Waldemar Henrique , “Uirapuru”, “Tamba-Tajá”, “Farinhada” e “Boi-Bumbá” e a faixa bônus “Iê Mana Uê – A Força que Vem da Mata”, composta por Thiago.
Os próprios títulos das canções autorais ajudam a revelar o território afetivo que a artista decidiu percorrer: “Sou Mulher Amazônida”, “Meu Canto Tem Cheiro de Tucupi”, “Protetor Encantado Curupira”, “A Voz da Iara Mora em Mim”, “Quando o Tambor Me Chama” e a faixa que dá nome ao álbum, “Entre Canções e Lendas”.
Mais do que utilizar a Amazônia como cenário, Liliana quis fazer dela origem e linguagem.

“Quero mostrar que a Amazônia é uma potência cultural viva, poética e contemporânea. Quero que as pessoas sintam pertencimento e orgulho da nossa identidade e sejam transportadas pelo imaginário das lendas e pela sensibilidade da música feita aqui”, afirma.
Quando a formação erudita encontra o próprio chão
A transformação não significa um rompimento com a trajetória construída até aqui. Liliana participou de produções operísticas no Theatro da Paz e teve no Coro Carlos Gomes uma das bases mais importantes de sua formação musical.
A mudança começou a ganhar contornos mais claros com o lançamento do single autoral “Promessa na Cuia”. Durante a criação dos arranjos de “Entre Canções e Lendas”, ao lado de Thiago D’Albuquerque, a cantora percebeu que a impostação vocal erudita poderia conversar naturalmente com a percussão e os ritmos da região.
Nesse processo, Pedro Alcântara teve papel importante na direção e preparação vocal, oferecendo suporte e direcionamento para que Liliana encontrasse o equilíbrio entre sua formação lírica e a sonoridade proposta para o novo trabalho.
“Ele me deu todo o suporte e direcionamento para que eu pudesse gravar e estar no palco como tinha imaginado”, destaca Liliana.
“Cheguei a um ponto de virada. Toda a minha técnica e a bagagem que construí no erudito agora se colocam a serviço de um desejo muito profundo de dar voz ao patrimônio sonoro e às raízes da Amazônia.”
É também esse novo momento que orienta a comunicação do lançamento. A Agência Conceito A assina a assessoria de imprensa de “Entre Canções e Lendas”, estruturando a divulgação do álbum e do espetáculo a partir das diferentes histórias que atravessam a obra da trajetória de Liliana no canto lírico à pesquisa sobre memória, identidade e sonoridades amazônicas.
Uma mulher amazônida cantando a própria história
A primeira faixa do álbum, “Sou Mulher Amazônida”, fala de raízes, resistência, superação e da experiência de ser mulher na Amazônia.
E há uma dimensão pessoal que torna essa composição ainda mais significativa.
O álbum foi construído enquanto Liliana atravessava um dos períodos mais transformadores de sua vida: a chegada do terceiro filho. Há sete meses, a cantora passou por uma cesárea de emergência e enfrentou um pós-parto delicado.
A recuperação exigiu tratamento da diástase e fortalecimento das musculaturas abdominal e pélvica, importantes também para o apoio respiratório e vocal de uma cantora lírica. Entre recuperação, maternidade, estúdio, reuniões e produção, o bebê acabou se tornando presença constante nos bastidores do projeto.
“Ser mulher e artista também é sobre se renovar, se reencontrar e aprender a existir e resistir diante de cada fase. Ver esse projeto nascer no meio de tudo isso torna cada conquista ainda mais especial.”
Reencontros que atravessam o álbum
“Entre Canções e Lendas” também reúne afetos importantes na trajetória da artista.
A cantora paraense Gigi Furtado divide com Liliana os vocais de “Boi-Bumbá”, de Waldemar Henrique.
Já o Coro Carlos Gomes, sob regência da maestrina Maria Antônia Jiménez, participa de “Farinhada”, “A Voz da Iara Mora em Mim” e da faixa bônus “Iê Mana Uê – A Força que Vem da Mata”.
Para Liliana, voltar a dividir uma gravação com o grupo no qual viveu mais de uma década de sua formação acrescenta uma dimensão afetiva ao trabalho.
“É uma forma de honrar a minha própria história e celebrar todo o afeto que carrego por essa escola musical.”
Do álbum para o palco
A nova fase não ficará restrita às plataformas digitais.
Três dias depois do lançamento do álbum, no dia 29 de agosto, às 19h30, Liliana apresenta “Entre Canções e Lendas – Ao Vivo”, no Sesc Casa da Música, em Belém, com entrada gratuita.
O espetáculo foi concebido para ampliar o universo do disco. Música, textos poéticos, elementos cênicos e narrativos, iluminação e referências aos mitos e entidades da mata serão combinados a um videocenário exclusivo de VJ Lobo, criando diferentes ambientações para o repertório.
No palco, o público encontrará as seis composições autorais, as quatro releituras de Waldemar Henrique e a faixa bônus, em arranjos que aproximam a elegância da música de concerto da força da percussão regional.
É também nesse palco que Liliana passa a ocupar de forma mais evidente um lugar que vinha construindo aos poucos: além de intérprete, apresenta-se como idealizadora e criadora de sua própria obra.
“É o meu projeto mais visceral, conceitual e representativo. É o canto lírico dialogando com o carimbó, os ritmos de terreiro, os tambores e as narrativas da Amazônia. É toda a minha técnica colocada a serviço do meu próprio chão.”
Para além do palco
O projeto contempla ainda quatro oficinas culturais gratuitas, envolvendo musicalização infantil, contação de histórias, canto coral e ritmos da Amazônia. O espetáculo contará também com acessibilidade em Libras.
“Entre Canções e Lendas” foi realizado com apoio de políticas públicas de incentivo à cultura, por meio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), e reúne em sua realização Encantos da Amazônia Produções Musicais, Sistema Nacional de Cultura, PNAB, Fundação Cultural do Estado do Pará, Secretaria de Cultura, Governo do Estado do Pará e Ministério da Cultura/Governo Federal.
A produção é da Amazon Beat e Sala Hoje Produções Culturais, com patrocínio da Cirubel Produtos Médicos e Hospitalares e uma rede de parceiros e apoiadores envolvidos na realização.
SERVIÇO
Álbum “Entre Canções e Lendas” — Liliana Virgínia
Lançamento: 26 de agosto de 2026
Spotify, Apple Music, YouTube, Deezer, Amazon Music e demais plataformas digitais.
“Entre Canções e Lendas – Ao Vivo”
29 de agosto de 2026, às 19h30
Sesc Casa da Música — Belém
Entrada gratuita
A forma de acesso/retirada de ingressos será informada pela produção.
Assessoria de Imprensa
Adriana Fukuoka | Agência Conceito A






